Descobrindo a alma criativa da cidade com Loudmilla
Bruxelas não é uma cidade que se revela de uma só vez. É complexo, imperfeito e silenciosamente poético; muito parecido com as pessoas que escolhem chamá-lo de lar. Para a estilista Loudmilla, Bruxelas é mais do que um lugar no mapa; é uma fonte viva de inspiração, contradição e beleza encontrada no inesperado.
“Mudei-me para Bruxelas quando vim para cá estudar design têxtil”, diz ela. "Foi a primeira cidade que realmente descobri por conta própria. É pequena, mas incrivelmente diversificada e cosmopolita." Ao longo dos anos, Loudmilla morou em bairros diferentes, mas hoje sente que está exatamente onde precisa estar. “Parece o lugar certo para se estabelecer, pelo menos por enquanto.”
Beleza no não polido
Como estilista atraída pela textura, forma e emoção, Loudmilla considera Bruxelas infinitamente estimulante. “Acho que são as pessoas que fazem a diferença”, explica ela. "Bruxelas reúne tantas personalidades. Cada região tem a sua própria energia, o seu próprio ritmo."
O que realmente a cativa, porém, é a recusa da cidade em ser polida. "Há uma mistura de feio e bonito aqui, e é isso que torna Bruxelas bonita. Gosto do caos. Não gosto de coisas muito limpas ou suaves."
This tension between elegance and imperfection also defines the way Loudmilla dresses. She gravitates toward pieces that feel sculptural, tactile, and timeless. Garments that carry emotion through fabric and form. Among her favorite La Collection pieces are the Tuba A Coat in black satin, the Aspen Poncho, and the Isaura waist belt by La Collection. “I’m obsessed with fabrics,” she says. “The texture and shape of the Tuba coat instantly elevate a silhouette. The Aspen Poncho feels warm and protective, yet incredibly chic. It reminds me of the elegance of women in the 1920s. And the Isaura waistbelt can transform something as simple as black sweatpants into something refined.”
Her affinity for imperfection is deeply rooted. Born in Kinshasa, she sees clear parallels between the two cities. “Kinshasa is real chaos, but there’s poetry in it. I think that’s why I’m always drawn to the strange, the unattractive, the overlooked. That’s where beauty lives for me.”
“Sempre tento encontrar beleza nos lugares mais estranhos e pouco atraentes.”
Onde mora a inspiração
Caminhar é a forma preferida de Loudmilla de conhecer a cidade. "Tudo está próximo. Você sente as transições entre bairros com muita clareza." De Ixelles a Dansaert, de Santa Catarina ao centro da cidade, ela absorve a inspiração de como as pessoas constroem suas vidas em torno desses espaços.
Mas o seu verdadeiro segredo está além do óbvio. "Adoro áreas menos 'estéticas' como Schaerbeek, Matongé ou Jette. A energia muda completamente. Há um forte sentido de comunidade." Jette, onde morou pela primeira vez, ainda ocupa um lugar especial em seu coração. "É uma área familiar, com casas em vez de blocos de apartamentos. Parecia muito humano."
On days when she doesn’t overthink dressing, she reaches for instinctive combinations: a long black silk dress like Angelina by La Collection, worn with sculptural jewelry and boots that balance minimalism with rebellion.
24 horas em Bruxelas, segundo Loudmilla
O dia começa cedo, com café às Café MOK na Rue Antoine Dansaert, seguido de uma caminhada pelo caminhão de cimento de Wim Delvoye, perto de Quai au Foin. De lá, siga para o mercado de pulgas na Place du Jeu de Balle, em Marolles, e faça um desvio pela Rue Blaes e Rue Haute em busca de joias vintage.
O almoço pode ser comida caseira vegana em Lúcifer vive, ou um rápido sando e matcha em Café Kage. A tarde pede espaços verdes: Parc du Cinquantenaire ou Parc Royal, dependendo do estado de espírito.
O jantar é melhor apreciado em Grabuge, seguido de drinks até tarde no Rebel, onde as noites se estendem sem esforço até a manhã.
“Para uma verdadeira experiência em Bruxelas, recomendo ficar num Airbnb em Ixelles ou Saint-Gilles”, sugere Loudmilla. “Você está imediatamente no coração da vida criativa da cidade.” Para hotéis, ela adora Flor de Vila e O Hoxton, humores diferentes, orçamentos diferentes, mas ambos cheios de personalidade.
A Bruxelas Inesperada de Loudmilla
Em vez de uma lista previsível, Loudmilla compartilha os lugares que ela considera serem frequentemente subestimados. Espaços que refletem seu amor pela autenticidade, artesanato e alma.
MARU
Um pequeno restaurante coreano profundamente autêntico que ela adora.Chaussée de Waterloo 510
SENHORITA B
Uma pequena cafeteria perto de Flagey, conhecida pelo mochi caseiro.
Rua Lesbroussart 43
VILLA EMPAIN
Uma casa modernista transformada em galeria – um lugar para sonhar com arquitetura, textura, jardins e escultura.
Avenida Franklin Roosevelt 67
GALERÍ 7
Uma galeria que evoluiu lindamente nos últimos cinco anos, com curadoria com integridade e visão.
Rue de Rollebeek 27
LA PATINOIRE ROYALE BACH
Histórico, inesperado e muitas vezes dedicado a exposições com foco em têxteis.
Rua Veydt 15
HETERODOXA
Um destino para amantes da moda com uma seleção cuidadosamente selecionada.
Rua Charles Hanssens 15
LES PETITS RIENS (Ixelles)
Sua loja vintage e de caridade favorita – roupas, móveis, livros e tesouros escondidos.
Rua Américaine 105
ATELIÉS ZAVENTEM
Uma comunidade criativa fundada por Lionel Jadot, que celebra a arte, o design e a colaboração.
Fabrieksstraat 15/19, Zaventem
REBELDE
Rua Lesbroussart 48
PÉNAR
Praça Georges Brugmann 18
O PEQUENO CANON
Rua Lesbroussart 91
Much like Brussels itself, the pieces Loudmilla wears — including those by La Collection — embrace contrast: refined yet raw, minimal yet expressive, timeless but never predictable.